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6 de jun de 2010

FOLHAS SECAS

Ao andar pelo campo perfumado, iluminado pelo sol reluzente, sinto o colorido espalhando em minhas veias, como num súbito árduo e suave que escorrega em minha garganta, o ar gelado;
Agarrada ao acalanto, arranhando tua escuridão, o sussurro sai quase como respiração. Te aperto, te mordo, te sufoco... Nenhuma palavra é dita. O calor desfila pelos ares como neblina incandescente e num sorriso contente toda a satisfação;
Cai o crepúsculo desse domingo, dormindo num sonho que sono não tem, olhos fechados, deitada no campo, sinto o vento, posso escutar as folhas secas caindo no chão, na palma da mão;
Teu beijo úmido e quente toca meus lábios, um cheiro de pureza e me entorpeço no teu calor, algo queima forte em meu tórax.
Uma pequena mecha do meu cabelo se move encostando mais em minha face, e em meu pescoço seus dedos delicados a me puxar inconstantemente, para me afogar em algo desconhecido com o nome de amor.


Foto: Leandra Aragão